Na oportunidade, o Instituto lançou seu novo produto: o "Redes Sociais". A idéia é que o novo braço analise o impacto desse tipo de ambiente na construção ou destruição da reputação das marcas. O "relatório-piloto" baseou a pesquisa nas montadoras de automóveis e na relação com o terreno social-virtual.
Segundo o resultado, se uma determinada campanha para impulsionar o consumo fosse divulgada apenas em sites oficiais, a mensagem atingiria dois milhões de pessoas duplicadas em um mês. Entretanto, caso a marca optasse por integrá-la a redes sociais, teria êxito bem maior: se os membros das comunidades relacionadas às marcas de veículos decidissem fazer uma campanha a favor ou contra o consumo de veículos, atingiriam um milhão de pessoas duplicadas. Ou seja, 500 vezes ou 49.900% mais impactos possíveis do que as montadoras.
Dados fornecidos pelo Ibope comprovam que 18,5 milhões de pessoas navegaram em sites relacionados a comunidades durante o mês de maio. A conta não inclui fotologs, videologs e os mensageiros instantâneos, que, somados, alcançam 20,6 milhões de internautas por mês. Segundo o Instituto, o número corresponde a 90% do total de usuários que acessam a web mensalmente."
Este crescimento acentuado das redes sociais no Brasil e a influência que elas exercem sobre os usuários que são também consumidores ainda não são amplamente conhecidos pelas corporações. Conhecer bem essas redes sociais não apenas previne eventuais crises ou problemas de imagem das empresas, como também as aproxima de seus públicos", afirma Alexandre Magalhães, gerente de análise do IBOPE//NetRatings e responsável pelo novo produto.
O estudo também chegou às seguintes conclusões:
- 94,1% dos usuários que visitam os sites das montadoras freqüentam comunidades, ou seja, uma ação das montadoras poderia ser rapidamente contraposta pelos membros das comunidades;
- Ao contrário, membros das comunidades que visitaram sites oficiais das montadoras em maio de 2008 não chegaram a 8%;
- Mais de 90% dos membros das comunidades relacionadas aos veículos, com sentimentos negativos, positivos ou neutros, têm até 24 anos de idade. Uma onda de comentários contra uma marca de automóvel pode matar o futuro comprador;
- Os usuários de comunidades não são homogêneos, pelo contrário, encontramos variações enormes de sentimentos em relação a quase todas as marcas quando comparamos dois estados vizinhos: Rio de Janeiro e São Paulo. Marcas podem ser odiadas em um local e amadas em outro, o que também indica que a comunicação na internet não deve e não pode ser única para todo o território nacional;
- Membros de algumas marcas de veículos demonstram mais afinidade com marcas de produtos de outras categorias e menos com outras. Essa informação gera possibilidade de comunicação indireta com o público de interesse das empresas.
Fonte: AdNews
Um comentário:
AS redes de relacionamentos ja tem um papel muito importante, mas Henrique a pergunta que não quer calar...até quando grandes empresas vão como montadoras de veiculos e as big empresas vão resistir ao uso dessa maquina de publicidade!!
abraço.
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