A onipresença da tecnologia no nosso dia-a-dia cria os fissurados pelas novidades e os que resistem a elas
A tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia-a-dia. Seja em casa ou no trabalho, ela se impõe não só por meio dos computadores de última geração, mas também pelos eletroeletrônicos cada vez mais modernos e facilmente encontrados no mercado.
Essa onipresença, no entanto, nem sempre é vista com bons olhos, fazendo surgir realidades muito distintas. É que, ao mesmo tempo que existem usuários cada vez mais fissurados pelo novo também não falta quem se mostre resistente ou mesmo desinteressado diante das recentes tecnologias. Segundo psicólogos, o grau de sedução dependerá mesmo da personalidade de cada um.
A jornalista Lilian França, por exemplo, se alinha àqueles que ainda não têm muita intimidade com as novidades tecnológicas. Ela assegura que apesar de ter computador em casa há cerca de dez anos, ainda não domina totalmente os recursos disponíveis na máquina.
O mesmo acontece com os celulares, que estão se tornando multifuncionais, exigindo conhecimentos, no mínimo básicos, para quem deseja operá-los com eficiência.
Ela assegura que a dificuldade em usar o computador, por exemplo, se dá porque tem medo de arriscar. “Como escrevo muitos textos, fico temerosa em perder o meu trabalho. Para não ter problemas, então, procuro usar somente os recursos que já testei outras vezes”, diz. Quando precisa utilizar ferramentas novas, ela não dispensa a ajuda dos colegas de trabalho, que sempre se mostram camaradas.
“Colinhas”
Outra opção encontrada pela jornalista foi a criação de pequenas “colinhas”, fixadas ao lado do monitor. Nelas, ela escreve o passo-a-passo de como enviar e-mail, anexar mensagens e usar certos programas.
“Tudo para nunca errar”, afirma, acrescentando que também não dispensa a ajuda do filho Fernando, de 17 anos. “Não se sei se é pela idade ou porque já usa computador desde os 7 anos, mas percebo que, ao contrário de mim, ele tem uma intimidade que eu acredito que nunca terei com a máquina”, pondera.
A advogada trabalhista Lúcia Veríssimo, de 56 anos, é outra que admite sem constrangimentos ter dificuldades para utilizar o computador. “Exitei o máximo que pude em substituir a máquina de escrever pelo micro”, conta. Segundo ela, apesar de o PC estar presente no seu escritório há mais de três anos, só sabe usar mesmo o editor de texto para redigir suas petições.
Até para procurar jurisprudência na internet, Lúcia pede ajuda para sua estagiária Lorena, de 20 anos. “Fico tão nervosa que não consigo encontrar nada”, avisa.
Para acabar com essa resistência, ela começou, há um mês, a fazer um curso de informática. “Apesar da boa vontade dos professores, sempre arrumo uma desculpa para faltar às aulas”, admite.
A tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia-a-dia. Seja em casa ou no trabalho, ela se impõe não só por meio dos computadores de última geração, mas também pelos eletroeletrônicos cada vez mais modernos e facilmente encontrados no mercado.
Essa onipresença, no entanto, nem sempre é vista com bons olhos, fazendo surgir realidades muito distintas. É que, ao mesmo tempo que existem usuários cada vez mais fissurados pelo novo também não falta quem se mostre resistente ou mesmo desinteressado diante das recentes tecnologias. Segundo psicólogos, o grau de sedução dependerá mesmo da personalidade de cada um.
A jornalista Lilian França, por exemplo, se alinha àqueles que ainda não têm muita intimidade com as novidades tecnológicas. Ela assegura que apesar de ter computador em casa há cerca de dez anos, ainda não domina totalmente os recursos disponíveis na máquina.
O mesmo acontece com os celulares, que estão se tornando multifuncionais, exigindo conhecimentos, no mínimo básicos, para quem deseja operá-los com eficiência.
Ela assegura que a dificuldade em usar o computador, por exemplo, se dá porque tem medo de arriscar. “Como escrevo muitos textos, fico temerosa em perder o meu trabalho. Para não ter problemas, então, procuro usar somente os recursos que já testei outras vezes”, diz. Quando precisa utilizar ferramentas novas, ela não dispensa a ajuda dos colegas de trabalho, que sempre se mostram camaradas.
“Colinhas”
Outra opção encontrada pela jornalista foi a criação de pequenas “colinhas”, fixadas ao lado do monitor. Nelas, ela escreve o passo-a-passo de como enviar e-mail, anexar mensagens e usar certos programas.
“Tudo para nunca errar”, afirma, acrescentando que também não dispensa a ajuda do filho Fernando, de 17 anos. “Não se sei se é pela idade ou porque já usa computador desde os 7 anos, mas percebo que, ao contrário de mim, ele tem uma intimidade que eu acredito que nunca terei com a máquina”, pondera.
A advogada trabalhista Lúcia Veríssimo, de 56 anos, é outra que admite sem constrangimentos ter dificuldades para utilizar o computador. “Exitei o máximo que pude em substituir a máquina de escrever pelo micro”, conta. Segundo ela, apesar de o PC estar presente no seu escritório há mais de três anos, só sabe usar mesmo o editor de texto para redigir suas petições.
Até para procurar jurisprudência na internet, Lúcia pede ajuda para sua estagiária Lorena, de 20 anos. “Fico tão nervosa que não consigo encontrar nada”, avisa.
Para acabar com essa resistência, ela começou, há um mês, a fazer um curso de informática. “Apesar da boa vontade dos professores, sempre arrumo uma desculpa para faltar às aulas”, admite.
Marília Costa e Silva
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